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Como avaliar antes de renegociar dívidas

A reorganização financeira vai além da quitação de dívidas. Sem uma revisão de hábitos, existe o risco de a pessoa voltar a enfrentar dificuldades financeira

A reorganização financeira vai além da quitação de dívidas. Sem uma revisão de hábitos, existe o risco de a pessoa voltar a enfrentar dificuldades financeiras. A observação é de Jéssica Maciel, coordenadora de Planejamento e Análise Financeira do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+. “Controle de gastos e consumo consciente são fundamentais para manter o equilíbrio financeiro”, alerta

O programa Desenrola Brasil, iniciativa recentemente lançada pelo Governo Federal para ampliar a renegociação de dívidas, amplia as possibilidades para que os brasileiros regularizem pendências financeiras. A medida também reforça a importância da educação financeira e do planejamento do orçamento doméstico.

O programa passa a alcançar brasileiros com renda de até R$ 8.105 e reúne diferentes frentes voltadas à regularização financeira, incluindo ações para famílias, estudantes, empresas e produtores rurais. Entre as possibilidades estão negociações com descontos relevantes sobre o valor das dívidas, limitação de juros a 1,99% ao mês e prazos mais longos para pagamento, a depender das condições de cada caso.

Segundo Jéssica Maciel, a renegociação pode representar uma oportunidade importante para reorganizar a vida financeira, desde que o acordo esteja compatível com a capacidade de pagamento do cliente. “Mais do que resolver uma pendência imediata, é fundamental que o compromisso assumido caiba no orçamento e possa ser mantido ao longo do tempo. Quando bem planejada, a renegociação pode ajudar o consumidor a retomar o controle das finanças, aliviar a pressão das dívidas e construir uma relação mais saudável com o dinheiro”, diz a especialista.

O programa Desenrola Brasil permite a negociação de diferentes tipos de débitos, especialmente aqueles negativados por um período entre 90 dias e 2 anos. Porém, o foco precisa ser a recuperação de crédito contraído recentemente. As negociações devem ocorrer por meio de canais oficiais para pessoas físicas, com o objetivo de apoiar a reorganização financeira dos consumidores.

Dicas práticas O primeiro passo é entender a própria situação financeira. “Ter clareza sobre renda e despesas mensais é fundamental para evitar assumir parcelas que possam desequilibrar novamente o orçamento”, explica Jéssica.

A especialista também recomenda priorizar dívidas com maior impacto financeiro. Débitos com juros mais elevados tendem a crescer mais rapidamente, por isso devem ser tratados primeiro. Essa organização ajuda a reduzir a pressão financeira de forma gradual.

Outro ponto de atenção é evitar decisões por impulso. “É importante analisar as condições com calma e fechar um acordo somente quando houver segurança de que será possível cumprir os pagamentos. O acordo não deve ser feito sob pressão”, orienta a coordenadora de Planejamento e Análise Financeira do Banco Mercantil.

A especialista ressalta que o aumento da procura por renegociação também exige atenção a possíveis golpes. A recomendação é utilizar apenas o portal oficial do Governo Federal ou os aplicativos oficiais dos bancos, e nunca compartilhar dados pessoais sem confirmação da origem.

Para Jéssica Maciel, o novo Desenrola pode contribuir para ampliar o acesso à regularização financeira no país. “A renegociação pode ser um ponto de partida importante, mas a mudança mais duradoura acontece quando o consumidor passa a ter mais controle sobre suas escolhas.